Introdução
| Site: | Plataforma e-learning do IEFP, IP |
| Curso: | A9 - MANUEL FERNANDO GOMES GONÇALVES |
| Livro: | Introdução |
| Impresso por: | Visitante |
| Data: | sexta-feira, 23 de outubro de 2026 às 07:10 |
1. Revisão Crítica da Literatura
De acordo com a Associação de Marketing Americana (AMA, 2013) “Marketing is the activity, set of institutions, and processes for creating, communicating, delivering, and exchanging offerings that have value for customers, clients, partners, and society at large”.Contudo, importa perceber que o conceito de marketing é variável no tempo, pois tem necessariamente de se adaptar às mudanças do meio envolvente, a fim de dar resposta às necessidades da empresa e dos seus consumidores (Keefe, 2004).
A primeira secção, “Marketing Digital”, explica a evolução do marketing com o aparecimento da internet e os avanços tecnológicos, o impacto que teve no mundo empresarial e as ferramentas que advém desta Era, mais especificamente os websites e as redes sociais.
1.1. Marketing Digital
De 1935 até aos anos 2000, a noção de marketing sofreu várias alterações, tornando-se cada vez mais complexa e menos universal entre os profissionais desta área (Keefe, 2004).
Esta evolução da perceção de “marketing” deveu-se, essencialmente, a um rápido e enorme avanço tecnológico. Apesar de alguns autores considerarem o marketing digital uma desconstrução do marketing tradicional (Çizmeci & Ercan, 2015), a verdade é que as empresas que se quiseram manter competitivas na era digital, viram-se obrigadas a repensar as suas estratégias de marketing (Baltes, 2015).
Desta grande revolução digital, que tem criado um leque de oferta de novos métodos para chegar, informar, relacionar, vender, aprender e servir os clientes, fala-nos um artigo desenvolvido para o Journal of Marketing, que agrega vários estudos desenvolvidos sobre o tema, entre 2000 e 2015 (Lamberton & Stephen, 2016).
Hoje em dia, a internet é uma ferramenta essencial no nosso dia-a-dia e com ela surgiram inúmeros instrumentos poderosos, aproveitados pelas empresas para criarem valor junto dos seus (potenciais) clientes (Giurea, 2015); com o seu surgimento, as barreiras de comunicação desaparecem, o que permitiu aos respetivos utilizadores um rápido acesso a qualquer tipo de conteúdo disponibilizado online, bem como, facilitou a sua interação (Çizmeci & Ercan, 2015).
Perante esta nova realidade, o marketing enfrenta depara-se com a preocupação de encontrar os conteúdos e estruturas digitais que captem a atenção do consumidor de uma forma automática e não consciente (Brasel, 2011). As primeiras ações de marketing digital foram através de banners e de patrocínios em páginas com muito tráfego.
Actualmente, existem várias ferramentas e formatos de publicidade que podem ser usadas no marketing (Maqueira & Bruque, 2009), das quais se destacam os websites e as redes sociais (Juščius et al., 2016).
- Os websites
Os websites são plataformas digitas com origem na internet, e cujo crescimento atingiu o pico mais alto no ano de 2000, quando se assiste a uma explosão de “dot-com” (Lamberton & Stephen, 2016).
No que diz respeito ao seu papel enquanto ferramenta de marketing digital, os websites são pouco estudados individualmente (Ahrens & Coyle, 2011). Contudo, o seu estatuto é inigualável e insubstituível, já que estes se tornaram, num ponto de partida no relacionamento entre consumidores e marcas (Oliveira, 2016). Tal deve-se ao facto de os websites se tornarem agregadores de todos os veículos de comunicação online de uma empresa. Por este motivo, a qualquer organização questionar-se do impacto que o seu website irá poderá produzir no público (Scott, 2013).
A verdade é que com o desenvolvimento da web e das tecnologias, surgiram novos canais de distribuição de conteúdo e de interação (Brasel, 2011). Assiste-se a um fenómeno de globalização da comunicação. Os consumidores têm agora livre e fácil acesso à informação e a todo o tipo de conteúdo disponibilizado pelas várias organizações que atuam no meio digital (Çizmeci & Ercan, 2015). Por esse motivo, é crucial que as empresas conheçam o mercado e saibam o que procuram os utilizadores quando visitam o seu website, aproveitando todas as métricas disponíveis para averiguar o seu sucesso online e compreender onde poderão melhorar o seu desempenho (Oliveira, 2016).
- As redes sociais
O marketing digital tem como paralelo as inovações tecnológicas e a rápida penetração da internet nas habitações, com redes rápidas, permitindo o desenvolvimento de plataformas sociais (Lamberton & Stephen, 2016). Estas plataformas, conhecidas como redes sociais, baseiam-se na partilha de conteúdo entre uma vasta comunidade com interesses semelhantes. Os conteúdos podem variar entre texto e multimédia, que podem ser comentados e partilhados por toda a comunidade. Além disso, muitas são as que englobam chats, promovendo uma comunicação mais fluída entre os membros (Carrera, 2009).
Nos dias de hoje existe um vasto leque de redes sociais onde as empresas podem atuar. As plataformas como o YouTube e o Instagram facilitam a partilha de fotos e vídeos.
O Twitter tornou-se uma plataforma popular que mantém os utilizadores sempre informados dos acontecimentos do momento (Scott, 2013). O Facebook, por sua vez, permite a junção de todas estas funcionalidades, sendo a plataforma mais adequada para publicitar a marca, pois oferece funcionalidades de personalização do perfil e de comunicação a determinado público-alvo, possibilitando a criação de uma comunidade próxima (Castronovo, 2012) .
O aparecimento de várias plataformas como o Instagram e Pinterest, observa-se a partir de 2010 e ao invés de competirem com o Facebook, tornaram-se uma extensão desta, permitindo alcançar os consumidores de uma forma mais abrangente (Lamberton & Stephen, 2016). Aliás, não chega apenas ter presença no Facebook, é importante também recorrer a outras plataformas sociais, de forma a dinamizar o conteúdo. Porém, estar presente em redes sociais que não atraiam consumidores ou atribuam valor adicional à marca é um desperdício de recursos e de oportunidade para melhor conectar e colaborar com o consumidor (Andzulis et al., 2012). Até porque cada rede tem as suas próprias caraterísticas e, consequentemente, utilizadores com diferentes perfis. (Scott, 2013).